O Coletivo de Cinema São José é uma iniciativa do Colégio Estadual São José, localizado na zona rural do município Cachoeiras de Macacu, Estado do Rio de Janeiro, Brasil. O objetivo desse coletivo é aproximar as temáticas trabalhadas em sala de aula do cinema. Além disso, o coletivo também se propõe a produzir curta-metragens abordando temas da realidade dos adolescentes, de forma geral, e dos adolescentes que vivem em comunidades rurais, mais especificamente.
O primeiro curta produzido no final de 2010, Do Campo à Periferia, conta a história de uma família que vive na área rural e é obrigada , pela transformação capitalista no campo (a modernização do campo), a migrarem para a cidade. O texto é emprestado de Manoel Ricardo Simões, contido no livro Dramatizações para o ensino da Geografia, RJ, Jobran/Cooautor, 1995. Participaram desse primeiro curta os alunos do Ensimo Médio, Maicon da Conceição Futia, Raquel Gomes de Amorin, Lutan Carneiro de Souza, Silvinéia da Silva Gonçalves, Jhonatas Nunes e com a participação de Alan Vinícius Pereira Sant'Anna.
Esperamos que no transcorrer do ano letivo de 2011 possamos produzir mais curtas e apreciar mais alguns filmes.
Divulgar pela internet o trabalho da São José é uma ótima iniciativa! parabéns!
ResponderExcluirTeria uma cópia disponível de 2010? Ou então até mesmo no youtube?
Olá, conforme me foi pedido em meu blog (kekosinclair.blogspot.com) para dar algumas sugestões sobre o curta, gostaria de deixar aqui algumas dicas que serão importantes para a produção do próximo trabalho. São críticas construtivas que só funcionarão se forem replicadas aos alunos.
ResponderExcluir1- Não sei qual a câmera usada, mas se for possível trabalhar com um boom a captação do som ficará melhor. Onde os atores ficam de costas, há uma baixa na narrativa. Se a câmera tiver entrada de microfone e a equipe não possuir um boom, basta improvisar com um microfone comum preso a um tripé de mic ou monopé.
2- Aos 01’12”, na primeira cena do curta, há um corte das pernas do ator em plano aberto. Neste tipo de enquadramento, jamais corte membros inferiores e superiores.
3- Aos 02’19” há um corte em mesmo plano. Procure mudar os planos para aberto, médio, fechado, close, jamais aberto para aberto.
4- 03’06” na cena do coronel. Há teto demais na cena dele. A câmera deve cortar a sobra de imagem sobre a cabeça dele.
5- 05’40” o tripé está fora da linha do horizonte (torto).
6- De 06’30” a 06’40”, quando houver mudança de cenário com os mesmos personagens, mostrar o deslocamento dos mesmos. Na sequencia do ônibus, incluir uma externa do veículo passando na rua.
7- 08’28” idem. Eles saem do ônibus e já aparecem conversando com outra pessoa em outro ambiente. Incluir 1 plano e 1 contraplano do deslocamento, como referencia de tempo.
8- Incluir em diversos momentos essa mudança de cena e de tempo para o espectador se situar nas trocas de locações ( tal qual foi feito em 12’05”).
9- Aos 10’ parece que o aspect ratio da câmera mudou de 4:3 para 16:9, achatando verticalmente a imagem e deixando os atores “compridos”.
10- Entre 13’05” e 13’10” e 13’28”, a atriz fixa o último olhar para a câmera. O caso desta proposta do curta, o olhar dela poderia ter sido direcionado para o alto, dando um ar de esperança.
Esta é minha colaboração a vocês. Parabéns pela iniciativa e pela divulgação da arte real, baseada em histórias de vida.
Estou com vocês!
Obrigado pelas informações. Já esatmos preparando o próximo.
ResponderExcluirParabéns pela iniciativa! Os trabalhos continuam em 2011? Sou Multiplicador do NTERJ 10 e "curto" muito curtas (rsrss!), especialmente os produzidos em escolas... Parabéns mais uma vez!
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